Fashion Revolution Week 2017 [Portuguese]

by Fashion Revolution Brasil 1 month ago
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By CARRY SOMERS

Fashion Revolution Week 2017 was our biggest and most reverberated to date

Our movement continues to grow, with more people than ever calling for a fairer, safer and more transparent fashion industry.

From Australia to Brazil, from Uruguay to Vietnam, we saw 2 million people committed to Fashion Revolution in April, through events, social networking posts, views on our videos or downloads of our site. Sixty-six thousand people attended nearly 1000 Fashion Revolution events, from parades and clothing changes, to film shows, panel discussions, creative performances and workshops. Over 740 events took place in schools and universities, aided by our network of 120 student ambassadors around the world.

(photo: SoFa Design Institute students, Philippines)

Mais pessoas querem saber #quemfezminhasroupas 

Assim como nos anos anteriores, nosso impacto nas redes sociais foi imenso, com 533 milhões de impressões em postagens usando uma das nossas hashtags durante Abril – um aumento de quase 250% desde o ano passado.

Durante a semana, juntaram-se a nós centenas de celebridades e influenciadores, incluindo nomes reconhecidos internacionalmente, como a atriz Emma Watson, o surfista profissional Kelly Slater, o artista Shepard Fairey, a editora-chefe da Marie Claire na Itália, Antonella Antonelli, a atriz brasileira Fernanda Paes Leme, o vencedor do prêmio Nobel, Professor Yunus, as chefes de cozinha Jasmine e Melissa Hemsley, e a ex-trabalhadora infantil de Bangladesh, Kalpona Akter.

Mais pessoas querem saber #quemfezminhasroupas. Posts -> 113 mil postagens usando as hashtags do FR nas mídias sociais durante abril de 2017. Alcance -> 150 milhões de pessoas foi o alcance das hashtags do FR durante abril de 2017. Impressões -> (milhões) 533 milhões de impressões das hashtags do FR durante abril de 2017.

 

Mais fabricantes estão nos contando #eufizsuasroupas

Nós também vimos 50% mais usuários das nossas hashtags #eufizsuasroupas no Instagram, dando visibilidade a algumas das milhões de pessoas que fabricam nossas roupas ao redor do mundo. Nós temos orgulho que o Fashion Revolution Week destaque os processos e celebre os trabalhadores por trás das nossas roupas, eles que são, muitas vezes, invisíveis e marginalizados.

(foto: Mehera Shaw Pvt. Ltd. em Jaipur, Índia. Fotógrafo: Shari Keller (proprietário e diretor da Mehera Shaw))

(foto: Projeto Anchal)

Nós lançamos a iniciativa Open Studios (Estúdios abertos), que mostrou designers ao redor do mundo abrindo seus estúdios, dando workshops e falando sobre como eles fazem suas roupas. Organizado por Tamsin Blanchard, a série de eventos durante a semana em Londres, Nova York, Atena, Prato na Itália, LA e Jacarta, contou com designers que trabalham em formas de oferecer uma alternativa ao sistema fast-fashion.

Alguns dos designers ofereceram workshops para ensinar ao público como fazer crochê/reparar/costurar/estampar à mão. Wilsen Willem, em Jacarta, ofereceu uma aula mestra sobre como fazer camisetas. Raquel Allegra, em LA, deu ao público uma aula sobre tie-dye. Em Londres, houve um tour em um atelier de fabricação de jeans da Blackhorse Lane Ateliers, e também uma sessão de fabricação da bolsa sacola com Christopher Raeburn, usando seus resíduos de tecido e retalhos do Fashion Revolution da Avery Dennison. A iniciativa Open Studios fez com que as pessoas participassem em conversas sobre como as roupas são feitas, os detalhes do processo de fornecimento e fabricação, e ajudou-as a começar a entender os problemas envolvendo as cadeias de suprimento, a pegada de carbono e o descarte dos resíduos.

(foto do Raeburn: Detalhe de uma sacola sendo customizada durante a noite de convidados #RemadeTotes na semana passada usando nossos badges bordados com fios reciclados. Nós temos planos de fazer workshops regulares sobre como fazer e customizar sacolas para qualquer pessoa interessada, fique de olho no nosso espaço. #ChristopherRaeburn#RemadeStudio #RemadeInEngland #Workshop #FashionRevolutionWeek#FashRevStudios #EastLondon #Hackney)

Mais marcas estão respondendo

Novamente, nós vemos várias marcas de moda participando e respondendo, ou tentando responder à pergunta de seus clientes #quemfezminhasroupas. Marcas globais como ZaraFat FaceMassimo Dutti, Pull and Bear, G Star Raw, Marks and Spencer, Marimekko e Gildan estão entre as mais de 2000 marcas e revendedoras de moda que responderam com informações reais sobre seus fornecedores ou fotos de seus trabalhadores dizendo #eufizsuasroupas, quase o dobro do número que respondeu no ano passado.

(mais marcas estão respondendo

MARCAS CONVENCIONAIS 1018 marcas convencionais responderam a pergunta #quemfezminhasroupas

MARCAS TOTAIS 2416 é o número total de marcas que responderam #quemfezminhasroupas

VOZES DO TRABALHADOR

5,2 MIL vozes do trabalhador ouvidas com nossas novas hashtags #eufizsuasroupas)

A maior exportadora de vestuário readymade da Índia, a Shahi, fez um site especificamente para a Fashion Revolution Week, para contar as histórias de algumas das 100.000 pessoas que fazem suas roupas.

Ainda há um longo caminho a percorrer

Ainda assim, milhares de perguntas #quemfezminhasroupas continuaram sem resposta das marcas de vestuário. Em julho, os participantes do MOOC do Fashion Revolution perguntaram mais de uma vez, gravaram as respostas das marcas e fizeram suas próprias investigações. Leia mais no blog What can you do when customer helplines aren’t very helpful? (O que você pode fazer quando as linhas de atendimento ao cliente não ajudam muito?) e nessa fascinante e útil postagem do Storify listando as respostas das marcas à pergunta #quemfezminhasroupas.

Nossa voz coletiva é poderosa

Ao fazer a simples pergunta #quemfezminhasroupas às marcas, nós incitamos uma conversa global sobre a transparência na cadeia de suprimentos, e começamos a inspirar pessoas a pensar de forma diferente sobre o que elas vestem.

Como vimos nos últimos anos, quanto mais pessoas perguntam #quemfezminhasroupas, mais as marcas ouvem. Nossas perguntas, nossas vozes e nossos hábitos de compra têm o poder de ajudar a mudar a indústria para melhor, e juntos somos mais fortes.

O mundo estava ouvindo

Houve uma cobertura significativa da mídia global sobre a transparência na indústria da moda e sobre formas de consumir com mais responsabilidade, com um alcance de aproximadamente 12 bilhões de artigos sobre o Fashion Revolution em Abril. Alguns desses artigos incluem a Forbes, a Vogue alemã, italiana, Indiana e britânica, L’ExpressEl PaísThe HinduMSNFashionista, The Telegraph, The GuardianThe Independent, Huffington Post, Marie Claire, Elle Japan, Harpers Bazaar, Refinery 29, The Debrief e muitas outras. O Fashion Revolution fez sua estreia no Cape Town Fashion Week, com cobertura da revista Glamour, entre outras. Carry Somers, cofundadora e Diretora Global de operações, falou com a BBC World News e Sarah Ditty, Chefe de políticas, falou à Reuters sobre o Índice de transparência da moda.

Transparência: houve progresso, mas ainda há muito a ser feito

Nosso Índice de transparência da moda de 2017, publicado em 24 de Abril, revelou que muitas das maiores marcas de moda ainda não divulgam informações suficientes sobre seu impacto na vida dos trabalhadores em suas cadeias de suprimento e no meio ambiente. Estamos vendo algumas marcas começarem a publicar mais sobre seus esforços sociais e ambientais, o que é bem-vindo e necessário, e estamos vendo um número crescente de marcas publicando suas listas de fábricas. Em Junho de 2017, nós contabilizamos 106 marcas de 42 empresas/grupos de empresas que estão divulgando pelo menos algumas das suas instalações que fabricam suas roupas. Veja o nosso post Transparency is Trending (A transparência virando tendência) para mais informações e uma lista de marcas.

(UM NÚMERO CRESCENTE DE MARCAS ESTÁ DIVULGANDO INFORMAÇÕES SOBRE SUAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS DO PRIMEIRO NÍVEL

2016: 12,5% de 40 empresas estavam publicando listas de fornecedores

2017: 32% de 100 marcas estavam publicando listas de fornecedores (nível 1).)

No entanto, nossa pesquisa descobriu que mesmo as marcas que mais pontuaram na lista ainda tem um grande caminho a percorrer em direção à transparência. A pontuação media das marcas foi 49 de 250, menos de 20% do total de pontos possíveis, e nenhuma das empresas na lista pontuou acima de 50%. Embora mais marcas estejam divulgando suas políticas e compromissos, poucas estão divulgando quais são os impactos dos esforços de suas cadeias de suprimento na melhoria das condições dos trabalhadores. Isso significa que o público não possui virtualmente uma forma de saber se as políticas e procedimentos das marcas são de fato efetivas e levam melhorias às pessoas que fazem nossas roupas. Com a publicação do Índice de transparência da moda, esperamos que as marcas sejam levadas em uma direção mais positiva em relação a uma mudança fundamental na forma com que o sistema funciona, começando pela transparência.

Roupas amadas duram mais

No Índice de transparência da moda, embora algumas marcas estejam relatando iniciativas de coletar, reciclar ou doar roupas usadas, no geral, as marcas não divulgam esforços muito significativos para abordar o problema do consumo excessivo. O Fashion Revolution tem trabalhado para educar os consumidores sobre o impacto de suas compras de roupa e sobre as formas com que eles podem preencher o guarda-roupa de maneira mais responsável.

Desde os youtubers mais famosos do mundo, até os vloggers de primeira viagem, o projeto #haulternative continua crescendo. A troca de roupas entre CutiePieMarzia e La Madelynn foi visualizada mais de 700.000 vezes até o momento, e o vídeo Kristen Leo’s Thrift Store haul foi visualizado por mais de 100.000 pessoas. Mais de 90 pessoas fizeram seus próprios vídeos sobre a #haulternative, 44% a mais do que o ano passado, compartilhando formas de atualizar o guarda-roupa sem comprar coisas novas.

Xochi Balfour (The Naturalista)

Avery Dennison fez uma parceria com o Fashion Revolution para criar alguns patches da marca (feitos com até 90% de fios reciclados) a fim encorajar as pessoas a emendar suas roupas amadas e desgastadas, e dar a elas uma nova forma de vida; assim como uma série de vídeos com dicas, como parte do projeto #haulternative. Os três vídeos de 1 minuto apresentam tutoriais incluindo como costurar um patch, como fazer um pompom e como bordar um jardim de flores.

A YouTuber Cutie Pie Marzia comentou “O Fashion Revolution trouxe à tona assuntos que eu nunca imaginei e me encorajou a saber mais sobre a indústria da moda. Isso realmente mudou a maneira como eu pensava, e sou muito grata, porque agora eu posso fazer escolhas melhores enquanto compartilho meus aprendizados com muitas pessoas. Tenho certeza que, juntos, nós podemos fazer a diferença”.

Nós colaboramos com a AEG/Electrolux no projeto “Loved Clothes Last” (Roupas amadas duram mais) e lançamos um vídeo que foca na produção em massa, no consumismo e na tragédia dos aterros modernos, para nos lembrar de que pequenas ações individuais pode ter um efeito duradouro. Nós também temos trabalhado com o Greenpeace para destacar algumas das estatísticas mais chocantes sobre o consumo e o descarte de resíduos.

(NOS EUA, 10,5 MILHÕES DE TONELADAS DE ROUPAS SÃO ENVIADAS A ATERROS TODOS OS ANOS. ISSO EQUIVALE A 30 VEZES O PESO DO EMPIRE STATE BUILDING.)

Mais do que uma hashtag

O Fashion Revolution é muito mais do que uma campanha de hashtag anual com duração de uma semana. Nós trabalhamos o ano todo com pesquisas e comunicações para conscientizar as pessoas sobre a infinidade de problemas que precisam ser abordados dentro da indústria da moda.

Nesse inverno, nós trabalhamos na nossa próxima fanzine (com lançamento em Outubro 2017), criando alguns podcasts, e planejando a terceira edição do nosso Índice de transparência da moda, que incluirá ainda mais marcas!

Um dos nossos principais projetos nesse ano foi o Garment Worker Diaries (Diários dos trabalhadores de vestuário). Suportado por micro finanças e pela Fundação C&A, nossos parceiros de pesquisa de campo estão se encontrando com 540 trabalhadores da indústria de vestuário na Índia, Camboja e Bangladesh semanalmente, durante um ano, para saber os detalhes íntimos de suas vidas, perguntando quanto eles ganham, o que compram, como eles passam o dia, e se já passaram por situações de assédio, lesões, ou sentiram dores dentro da fábrica. Os principais insights desse projeto serão lançados em breve.

Taslima Akhter é a fotógrafa que fez a foto assombrosa “The Final Embrace” no colapso da fábrica do Rana Plaza. Taslima também tirou outras fotos depois do colapso do Rana Plaza, falando com as pessoas resgatadas e machucadas, e as famílias das pessoas que faleceram. Depois de quatro anos, nós pedimos que ela retornasse para reencontrar com algumas dessas pessoas e descobrir como suas vidas tinham mudado. Você pode ler as histórias de Rupaly, Alam e Asma no nosso post do blog Rana Plaza: The Survivors’ Stories (Rana Plaza: as histórias dos sobreviventes).

Nós continuamos trabalhando com decisores políticos ao redor do mundo para descobrir formas dos governos apoiarem uma transparência maior das indústrias de moda. Esse ano, 89 influenciadores políticos, funcionários públicos ou decisores políticos mostraram publicamente seu apoio ao Fashion Revolution, com nossas equipes organizando ou palestrando em 80 eventos sobre problemas de política. Incluindo uma mesa-redonda da ECDE em Paris sobre a Diligência da cadeia de suprimentos de vestuário; o Fashion Question Time em Câmaras do parlamento britânico, uma reunião de alto nível no Parlamento europeu “Lembrando do Rana Plaza – como podemos criar cadeias de suprimento justas e sustentáveis no setor de vestuário?”, uma reunião com o Ministro do Desenvolvimento econômico e Secretário geral da união de trabalhadores têxteis e de vestuário na África do Sul; uma reunião entre o coordenador da Malásia e as Nações Unidas para discutir o crescimento da moda ética na Ásia-Pacífico, e uma reunião com o Vice presidente da maior união de trabalhadores de vestuário do Camboja, a  Free Trade Union for the Workers of the Kingdom of Cambodia.

Obrigada!

Obrigada a todos vocês que participaram. É por causa da sua voz, persistência e apoio contínuo que crescemos a ponto de ser o maior movimento em defesa da moda no planeta. Nós somos mais fortes quando falamos e trabalhamos juntos. Muito obrigado! Continue caminhando conosco na jornada rumo a uma indústria de moda mais justa, limpa, segura e bonita.

Ajude-nos a expandir o movimento para inspirar mais pessoas a pensar de forma diferente sobre o que elas compram e vestem, doando. Mesmo uma pequena doação nos ajudará a continuar mantendo os recursos que precisamos para prosseguir com a nossa revolução. Use o seu dinheiro e a sua voz para transformar a indústria da moda em uma força do bem.

Você faz parte do Fashion Revolution e está mudando a indústria da moda. Continue perguntando #quemfezminhasroupas.

Original text  http://fashionrevolution.org/2 017impact /  translation Marcela Luppi


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