Confira tudo o que rolou na 1ª BRASIL ECO FASHION WEEK

by Fashion Revolution Brasil 2 weeks ago
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Por equipe comunicação.

A primeira semana de moda sustentável do Brasil, que teve como parceiro-realizador o Fashion Revolution Brasil, foi um sucesso! Confira aqui o que rolou no evento e também as perspectivas animadoras dos idealizadores para uma segunda edição em 2018.

Fernanda Simon e Rafael Morais, idealizadores da BRASIL ECO FASHION WEEK

Fernanda Simon e Rafael Morais, idealizadores da BRASIL ECO FASHION WEEK. (Crédito:  Agência Fotosite)

O evento apresentou uma programação de debates, showroom, oficinas e desfiles, divididos pelos quatro andares da Unibes Cultural, na Oscar Freire, – criando um ambiente engajado, diverso e receptivo. Foram 13 desfiles, mais de 30 marcas expondo no showroom e mais de 2.600 compartilhamentos da #BEFW em 4 dias de evento.

“Foi emocionante, com direito a choros e abraços, nós idealizadores estamos extremamente felizes e satisfeitos, com certeza esse é só o começo”, declara Fernanda Simon co-idealizadora do BEFW e diretora da Fashion Revolution Brasil.

 

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Showroom.  (Crédito:  Agência Fotosite)

 

Novas propostas

O otimismo dos idealizadores não é para menos: o que para alguns podem até parecer pequenos detalhes , representam uma verdadeira quebra de paradigmas estruturais do mercado de moda, e trazem uma mensagem sobre os novos tempos.

Primeiramente pela entrada ter sido gratuita e aberta ao público. Sobre isso comenta Larissa Henrici, consultora de moda e voluntária do evento: “A diversidade de público foi um ponto de destaque. Vi profissionais que não costumamos encontrar nos eventos de moda tradicional, como profissionais da academia, de engenharia ambiental, engenharia têxtil, pequenos empreendedores, costureiras, artesãs e alunos – como os que tiveram seu trabalho exposto na mostra “Novos Designers”. Esse clichê de “mundinho da moda” está caindo e isso colabora com a discussão dos novos caminhos que a moda vem tomando. Eu me formei há 5 anos e na época pouco se falava sobre o mercado mais colaborativo e uma moda sustentável, e agora estamos aqui, vivenciando uma semana de moda dedicada a isso. ”

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GRAMA. (Crédito:  Agência Fotosite)

Até mesmo a organização dos desfiles respeitou a mentalidade acolhedora do evento. Ao invés de, tradicionalmente, ser um momento que causa frisson, como no sistema de moda atual, onde se articula uma platéia através de assentos setorizados e uma disputada primeira fila VIP, no BEFW a estrutura da sala dispunha de uma fila única, ou seja, todos os espectadores sentavam-se na primeira fila. O acesso do público aos 13 desfiles foi democrático, organizado por critério de inscrição pelo site e lotação máxima da sala, com capacidade de até 170 pessoas (que ficou cheia nos dois dias de desfiles).

 

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Passarela com bancos de papelão organizadas em fila única. Mariana Cezário que com Jessica Nogueira, foram comprovantes de execução dos desfiles. (Crédito:  Agência Fotosite)

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Natural Cotton Color. (crédito:  agência fotosite)

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Bastidores. (crédito:  agência fotosite)

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Comas. (crédito:  agência fotosite)

Engajamento

Outro marco da semana de moda sustentável foi a contribuição dos voluntários da equipe de apoio, que reuniu mais de 150 pessoas motivadas pela causa nobre do evento.

 

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Voluntários FASHION REVOLUTION BRASIL, em encontro. Créditos: Fotosite

Por falar em voluntariado, uma das primeiras atividades do evento foi o “Encontro Nacional dos Voluntários do Fashion Revolution Brasil”, onde aconteceu uma roda de conversa para a troca de experiências sobre ações e avanços expressivos do movimento no território nacional. Estavam presentes integrantes do Norte, Sul, Nordeste e Sudeste do país.

                                            Cacá Camargo. Fashion Revolution Porto Alegre. crédito: fotosite

A representante do movimento em Porto Alegre, Cacá Camargo, apresentou uma fala com foco na evolução das ações de seu grupo e comentou sobre a importância do encontro nacional: “O encontro foi muito importante para mostrar a força do trabalho em equipe, trazer uma proximidade com outros voluntários, fortalecer nossa causa a partir dessa troca sobre conquistas e dificuldades, e perceber o crescimento do movimento “.
Tainah Fagundes representante do Fashion Revolution no Pará, destacou também o fortalecimento da equipe com essa proximidade: “Nós somos pessoas construindo pontes, reverberando essa semente”.

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Tainah Fagundes. Fashrev PARÁ. (créditos: Agência Fotosite)

 

 

Conteúdo

A programação da semana contou com mais de 30 atividades, entre elas diversas oficinas, como a oficina “Re-roupa: criando uma coleção com Gabi Mazepa “, que trouxe a oportunidade dos participantes terem contato com uma metodologia completa de processo criativo em upcycling. A palestra “Mindset da moda contemporânea” aconteceu como fruto da parceria do evento com o Senac, que trouxe a sua coordenadora de moda Nathália dos Anjos para falar. A roda de conversa “Panorama da moda e o momento de transição” teve a presença do historiador de moda João Braga, da estilista Ana Sudano, da representante do Ibmoda, Luciane Robic, e da pesquisadora Lilyan Berlim. A conversa “A importância da igualdade de gênero para uma sustentabilidade na moda” foi mediada por Marina Colerato, criadora do site Modefica.

Outro ponto alto do evento foi o emocionante debate sobre “Saberes tradicionais na moda” que trouxe a importância dos agricultores, as burocracias políticas impostas ao cenário produtivo,  cultura e propriedade intelectual brasileira. Uma das palestrantes presentes no palco foi Francisca Vieira, que também estava expondo sua marca Natural Cotton Color no showroom. Ela aproveitou para enfatizar o peso do evento para o mercado de moda: “A BEFW é a vitrine que a moda eco brasileira precisa, para que o Brasil possa nos conhecer”.

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Franscica Vieira –  Natural Cotton Color  (créditos: Agência Fotosite)

Na apresentação do Índice de Transparência da Moda, as integrantes da equipe do Fashion Revolution Brasil, Gabriela Machado e Elisa tupiná, explicaram a metodologia utilizada pelo núcleo londrino para analisar 100 marcas de moda globais, segundo critérios de transparência em suas cadeias produtivas. O ranking de marcas incluiu duas empresas brasileiras, a Renner e a Pernambucanas.

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Gabriela machado e Elisa Tupiná, voluntárias de comunicação do Fashion Revolution. Tradução: Marcela Lipppi créditos: fotosite

Dentre os diversos workshops,”Branding com propósito” mediado por Maria Brasil da Agência Cazulo, estimulou que os participantes organizassem os primeiros passos de suas marcas mais sustentáveis, através de técnicas e a metodologia de canvas compartilhadas pela palestrante.

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Workshop de Branding. Créditos: Fotosite

Um dos momentos mais aguardados foi  o lançamento nacional do documentário River Blue, sobre os impactos da indústria de couro e jeans no meio ambiente de países como a Índia, Bangladesh, Indonésia e China.

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visual do filme no teatro UNIBES. Créditos: Fotosite

Um dos espaços de grande movimento foi o Espaço Lab, organizado pela plataforma Moda Limpa em parceria ao Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV.  A idealizadora da plataforma e diretora de comunicação do movimento Fashion Revolution Brasil, Marina de Luca nos falou sobre suas impressões ao final do evento: “O Espaço Lab dentro do BEFW foi um sucesso. Os participantes vieram de vários estados do brasil e fizeram conexões e contatos para parcerias e novos negócios que podem alavancar seus projetos de moda mais sustentável.

Encontros pessoais como  estes fazem a diferença em negócios tão inovadores. No espaço, a mesa destinada aos “fazeres manuais” recebeu várias oficinas como a do Pulsa SP, que permitiu um ambiente de empatia para novas conexões, e também rodas de conversa como a de “Resíduos têxteis e Design Circular”, que reuniu representantes do Banco de Tecido, Retalhar, Ideia Circular, FGV e Boomera, e gerou muito insights e novas possibilidades de trabalhos.

Marina de Lucca, no espaço Moda Limpa durante oficina.

Marina de Lucca, no espaço Moda Limpa durante oficina.

Um dos destaques do Espaço Lab foi a solução inédita lançada pela Boomera, para camisetas de esporte feitas de material sintético (poliamida, poliéster, nylon, elastano) que quando trituradas e derretidas eram transformadas em filamento de impressora 3d, podendo virar matéria-prima para a impressão de botões e outros aviamentos. Ouve uma demonstração ao vivo durante o evento, com a máquina compacta criando botões. “Para o ano que vem planejamos novos, maiores e mais intensos encontros entre fornecedores, produtores e marcas”, disse Marina.

Tivemos visitas importantes como a de representantes do consulado da Malásia, levantando interesse sobre uma parceria para falar da indústria dos trabalhadores têxteis da Ásia. Tivemos professores das faculdades de moda de São Paulo, visitas de representantes do Sebrae, jornalistas do jornal Estadão e do portal de moda Lilian Pacce.
Diversos influencers comentaram sobre o evento nas mídias sociais, como a Atriz Fernanda Paes Leme, que chamou seus seguidores para o evento:

Planos para 2018.

Segundo Rafael Morais co-idealizador do BEFW fica agora a sensação de trabalho cumprido: “Satisfação por unir tantas marcas, iniciativas e projetos em um evento focado em moda sustentável”. Segundo ele, a primeira edição serviu de motivação para alçar voos maiores: “Para a próxima edição pretendemos ampliar e firmar a Brasil Eco Fashion Week nos calendários nacional e internacional de moda sustentável” completa.

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Equipe organizadora: Julia, Loreny, Paula e Ana com os idealizadores Fernanda e Rafael.


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